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Paraíso
dos índios pre-colombianos, conquistado pelos bandeirantes desde
o século XVII, costumava ser chamado de "o mais lindo rio
brasileiro", por suas praias, suas matas em volta, suas ilhas
e toda sua vida aquática, sua fauna e flora, em seu leito calmo e
seu val e extenso, ao longo de milhares de quilômetros, do coração
do Brasil, até a junção com o Tocantins, formando a Mesopotâmia
sul-americana onde floresceu a civilização do Planalto Central.
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Já no rio Tocantins, as águas do Araguaia passam pelo Pará
antes de cair no Atlântico, na baía de Marajó, fazendo
contraponto com o rio Amazonas. O Araguaia nasce no altiplano do
Parque Nacional das Emas, sudoeste de Goiás e logo vira divisa
com Mato Grosso, pouco acima das cidades de Aragarças (GO) e
Barra do Garça (MT).
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Cresce rápido, recebendo
rios histórios - como o rio Vermelho, em cujas nascentes auríferas
nasceu em 1725 Vila Boa de Nossa Senhora dos Goyases (Goiás
Velho), o Crixás e outros - e pela margem esquerda o Rio das
Mortes, que vai cair perto de são Félix do Araguaia (MT) e o rio
Cristiano.
Sua margem goiana está protegida ao norte do estado pela APA
Meandros do Araguaia e RPPNs como o Pontal do Jaburu. Logo depois
divide o To cantins (ex-território goiano) do norte de Mato Grosso
(formando "a maior ilha fluvial do mundo" pelos braços
do rio Formoso e outros alfuentes, no Parque Nacional do Araguaia
e reservas indígenas importantes (Javaés) e depois do Pará, até
o histórico Bico do Papapaio, onde houve a guerrilha do Araguaia
na década de 1970.
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Hoje,
está ameaçado pelo turismo e pesca predatórios, pelo
assoreamento provocado pela destruição de suas matas ciliares em
larga escala e por projetos da hidrovia Araguaia-Tocantins (que
depende de comportas e dragagem do leito), além da falta de
fiscalização ambiental e do sub-desenvolvimento social do vale
do Araguaia, sem critérios de sustentabilidade, com grandes
fazendas, populações pobres e ausência de unidades de conservação.
Suas regiões turísticas, somente em Goiás, atraem na temporada
da seca (julho-setembro) mais de 50 mil pessoas, exigindo forte
presença das agências ambientais.
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Site da
Secretraria Estadual de Turismo de Mato Grosso/MT
http://www.sedtur.mt.gov.br |